
Futebol não se aprende na escola, mas os professores de escolinhas de futebol (os considero como pais), pois ajudam na formação do caráter do cidadão.
Quando um garoto joga na sua escolinha, sente vontade de pular, gritar, chorar, mostrar seu talento como jogador de futebol. Muitas vezes, se sente um craque num campo de terra onde ele se torna um rei. Pela sua cabeça passam mil sonhos.
O futebol mirim existe há muito tempo. Todo clube devia cuidar de suas divisões de base. Entretanto, no nosso futebol amador, nossos dirigentes não dão muita bola para esse tipo de trabalho. Preferem gastar com contratações de atletas rodados, também chamados de Malaquias, frutas veias do futebol. Para mim é um tiro no escuro quando se contrata um atleta desses, (muitas vezes acaba sendo um dinheiro jogado fora), mas será um dos temas nas próximas crônicas, hoje meu assunto é outro.
Existem exemplos de jogadores formados nas bases de nossos clubes, que foram lançados nos intermunicipais e se tornaram atrações. São exemplos que poderiam ser mais bem aproveitados pelos nossos dirigentes. O sucesso seria em longo prazo, e esse é o problema. Como os clubes não cuidam dos garotos, de suas localidades, graças a Deus, surgiram às escolinhas de futebol. É nessas escolinhas que os meninos encontram uma saída, para lutar por um sonho, que muitas vezes não se tornam realidade.
As escolinhas estão espalhadas por toda cidade, mas não contam si quer com 10% do apoio que poderia receber, afinal de contas é um trabalho de socialização e estas escolinhas lapidam o atleta e as seleções os contratam e nada para os pais, os criadores, os lapidadores, ou professores...
Lembro-me do baluarte, Lelo Pereira um dos primeiros a demonstrar seu interesse em orientar as crianças, também temos Ocimar, Nenga e Charles, Othon em Terra Nova, Ró em Caruaru, Zuminha do Marajoara em Salgadalia, Pedro Paulo em Juazeirinho que outrora fez este trabalho e outros bons professores que exercem esta função voluntária em sua comunidade... O trabalho das escolinhas tem sido mais do que educativo.
O estudo é muito importante e está em primeiro lugar, o futebol é um lazer, mas exerce uma primordial influencia para a formação do caráter do cidadão. O adulto que passou por uma escolinha de futebol pode não ter sido um grande atleta, mas certamente ele não esquecerá as lições de disciplina e humanitária que teve de seu professor na escolinha de futebol.
Nesta crônica gostaria de deixar uma observação:
Uma vez que a partir de hoje vocês leitores do site esporte sisal.com e ouvinte da rádio sisal, ficarão sem a minha crônica semanal por 30 dias, estarei de férias, mas certamente sentirei saudades destes espaços democráticos e importantes para o esporte de toda região. Então a observação é a seguinte: na semana passada relatei a importância do povoado de Almas na formação de atletas de tamanha qualidade para o futebol de C.do Coité e da região, não disse nada demais, até achei pouco porque ainda fico devendo uma nova crônica com a historia dos meninos de ouro a geração trabalhada por Wanderson que estão dando frutos agora. Mas com minha crônica não tive intenção de proclamar o Bahia campeão da competição que está disputando no José Nery, (claro que tem esta possibilidade), mas que os adversários do Vila Rica tenham feito a interpretação correta.
Deixo a todo o meu abraço e certeza de que continuaremos defendendo os nossos atletas e o nosso futebol mesmo que para isso tenhamos que desagradar aos que se consideram MANDÕES.
Em Março estarei de volta, um abraço a todos e até lá...
Autoria Genivaldo Silva